terça-feira, dezembro 13, 2005

Trabalho Sobre Educação Profissionalizante


História & Memória


Professora: Simone Valdete dos Santos
EDU01004 - História da Educação

Helen Raquel Neves
Número 00037025
Acadêmica de Matemática
e-mail: helen.neves@ufrgs.br


Introdução


Esse trabalho trata sobre o desenvolvimento do ensino profissionalizante no Brasil. Segue abaixo um resumo histórico da evolução educação com foco no trabalhador.

Período
Fatos históricos
Até 1850
Brasil-colônia, junto às primitivas oficinas anexas às casas grandes das primeiras fazendas, onde conviviam "agregados" junto à elite senhoril que se constituíram nos primeiros artífices mecânicos e tecelões.
De 1850 a 1930
O trabalho escravo começa a ser substituído pelo trabalho assalariado. O aparelhamento técnico do país cresce consideravelmente nesse período.
1906
Criadas escolas para o ensino de ofícios no Rio de Janeiro.
1909
Criadas as escolas de aprendizes e artífices destinadas aos pobres e humildes.
1942
Decreto Lei nº. 4408 de 20/01/42 cria o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).
1946
Decreto Lei nº. 8621 de 10/01/46, cria o SENAC (Serviço Nacional do Comércio).
1946
Criada a CBAI (Comissão Brasileira-Americana de Ensino Industrial) para auxiliar os professores do Ensino Profissional.
1971
Criada a Lei 5692 que modifica a estrutura do ensino no país. É a profissionalização em todo o ensino de 1º. e 2º. grau.
1978
Lei 6545 de 30/06/78 transforma as Escolas Técnicas Federais do PR, MG, RJ em CEFETs.(Centro Federal de Educ. Tecnológica).
1982
Lei 7044 desobriga o ensino de 1º. e 2º. grau do ensino profissionalizante.
1996
Lei de Diretrizes e base da Educação Nacional faz profundas mudanças no ensino profissional no país.


Século XIX até 1850

Nesse período no Brasil teve o inicio do que podemos chamar de educação profissionalizante, que consistia em “agregados” das fazendas aprendendo artífices mecânicos e tecelões.

De 1850 até inicio do Século XX (1930)

Substituição do trabalho escravo pelo assalariado e crescimento do aparelhamento técnico do Brasil.


Ensino de Ofícios (1906)


Nilo Peçanha, então Presidente do Estado do Rio de Janeiro, foi o responsável pela criação das primeiras escolas profissionais oficiais.
O Decreto nº 787, de 11 de setembro de 1906, criava quatro escolas profissionais no Estado. A Escola de Campos dos Goytacazes foi a primeira a ser inaugurada, em 17 de outubro de 1906.

As Escolas Profissionais – assim como as Escolas de Aprendizes Artífices – eram baseadas no ensino de ofícios e tinham obrigatoriedade da existência de um curso noturno de primeira letras. O programa de ensino era definido pela própria escola e o número de anos para a conclusão do curso não era definido. A idéia ousada era a de se ter uma escola profissional em cada município brasileiro.

Escola de Aprendizes (1909)

Em 1909, já presidente da República, Nilo Peçanha baixou o decreto 7.566, de 23 de setembro, criando 19 escolas de aprendizes e artífices, situadas uma em cada estado. Essas escolas formavam, desde sua criação, todo um sistema escolar, pois estavam submetidas a uma legislação específica que as distinguia das demais instituições de ensino profissional mantidas por particulares (fossem congregações religiosas ou sociedades laicas), por governos estaduais, e diferenciava-se até mesmo de instituições mantidas pelo próprio governo federal. Em suma, as escolas de aprendizes artífices tinham prédios, currículos e metodologia didática próprios; alunos, condições de ingresso e destinação esperada dos egressos que as distinguiam das demais instituições de ensino elementar.

A constituição desse sistema assumiu contornos mais nítidos a partir de 1919, com a incorporação da Escola Normal de Artes e Ofícios Wenceslau Braz, destinados a formar professores para as escolas de aprendizes artífices (Tavares, 2000).

Esses contornos foram avivados a partir de 1931, quando a administração educacional diferenciou-se, já no âmbito do Ministério da Educação e Saúde, com a criação da Inspetoria do Ensino Profissional Técnico que, Foram criadas, então, 19 escolas, uma em cada unidade da Federação.
As exceções ficaram com o Distrito Federal e o Rio Grande do Sul. Naquele, o decreto dizia já existir o Instituto Profissional Masculino, e o Rio Grande do Sul, por sua vez, dispunha do Instituto Parobé, unidade da Escola de Engenharia de Porto Alegre, ambas as instituições com organização e propósitos semelhantes aos que se determinava para as novas escolas.

Todas as escolas de aprendizes artífices se situavam nas capitais dos estados, com a exceção do Rio de Janeiro, que teve a sua localizada em Campos, cidade natal do presidente da República. A localização de cada escola na capital do estado (com a mencionada exceção do Rio de Janeiro) mostra uma preocupação mais política do que econômica por sua vez, deu origem a outros organismos de âmbito e competência progressivamente ampliados.

Criação do SENAI (1942)

Marco na educação profissional no País, a criação do Senai, em 1942, foi resultado do idealismo e do empenho de empresários industriais e educadores que, com competência e dedicação, estruturaram e viabilizaram a implantação de uma instituição pioneira voltada para a formação profissional e para o processo de industrialização do País.

O cenário montado era desafiante: a Segunda Guerra estava em pleno andamento e o contexto político-econômico mundial passava por grandes alterações. As conseqüências mais imediatas para o Brasil foram as quedas nas importações e a interrupção da oferta de mão-de-obra qualificada, representada naquela época pelo trabalho do imigrante europeu. O País precisava formar profissionais especializados para impulsionar a industrialização e crescimento nacional.

Diante de um contexto desafiador, eram necessárias soluções inovadoras. A resposta para essa equação foi dada por industriais liderados por Euvaldo Lodi, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e por Roberto Simonsen, então presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que idealizaram e defenderam, junto ao empresariado e ao poder público, a iniciativa pioneira de viabilizar a criação de uma entidade voltada para a educação profissional, mantida, administrada e dirigida pelo próprio setor produtivo. Todo o trabalho de estruturação da entidade contou com a experiência e a intensa participação de educadores como Roberto Mange, João Luderitz, Joaquim Faria Góes Filho, Roberto Hermeto Corrêa da Costa e Ítalo Bologna.

No dia 22 de janeiro de 1942, o presidente Getúlio Vargas assinou, no Rio de Janeiro, o Decreto-Lei Nº. 4.048 criando o Senai, na época designado como Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários, órgão subordinado à CNI. O esforço concentrado de lideranças empresariais e educadores viabilizaram, no dia 4 de agosto, o início das atividades da entidade, com a instalação do Departamento Regional (DR) do Rio de Janeiro. Posteriormente, nesse mesmo ano, foram instalados os DRs de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Criação do SENAC (1946)

Em 1946, o mesmo modelo do Senai foi utilizado para a implantação do Serviço Social da Indústria (Sesi) e para a criação de entidades de formação de recursos humanos no setor comercial, surgindo o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Social do Comércio (Sesc).

Mais recentemente, o modelo foi estendido ao setor agrícola, quando surgiu o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e ao setor de transportes, com a criação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat). Todos, reunidos, formam o chamado "Sistema S" de formação e qualificação de capital humano. O Senai serviu de modelo também para a criação das instituições de formação profissional em toda a América Latina, Caribe e países da África.

Criação da Comissão Brasileira-Americana de Ensino Industrial (1946)
Em 1946, teve início um programa de Cooperação Brasil – USA, no Campo industrial, implementado pela CBAI – Comissão Brasileiro – Americana de Educação Industrial responsável pela formação de grande parte do corpo Técnico e docente dos estabelecimentos de ensino industrial, bem como pela aquisição de razoável quantidade de materiais e equipamentos, utilizados, até hoje, nos seus laboratórios e oficinas.


Lei 5692 (1971)


Alterando profundamente o modelo existente de ensino secundário e técnico, a Lei nº. 5.692/71, buscou a integração, numa escola única, das intenções de oferecer, ao mesmo tempo, educação geral e formação especial, visando à auto – realização do educando, o seu melhor desempenho como individuo e como membro da sociedade e à sua preparação para o mercado de trabalho.
A lei n º 5.692/71, portanto, encontrou nas Escolas Técnicas as condições ideais para que as mesmas fossem transformadas em centros de aplicação da escola de 2º grau, de caráter predominantemente profissionalizante. A lei nº. 7.044/82, que alterou artigos da Lei nº. 5.692/71, confirmou também esse caráter.


Centros Federais de Educação Tecnológica (1978)


Exemplo:

O Cefet-PR tem origem na Escola de Aprendizes e Artífices, criada em 1909. Em 1978, junto com as escolas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, transformou-se em Cefet. Nesses 27 anos, especializou-se nas áreas de mecânica, eletrônica, construção civil, informática e química industrial para atender às demandas dos setores produtivos local e regional. Hoje, atua junto às empresas, com transferência de tecnologia e treinamento de pessoal em diferentes áreas.


Lei 7044 (1982)

Em 1982, por meio da Lei 7044, os dispositivos de compulsoriedade foram revogados e a profissionalização passou a ser opção da escola e do aluno.
Pode-se dizer que a maioria das escolas técnicas federais, não obstante tenham modificado seus currículos e deixado de ministrar disciplinas de caráter mais humanístico, mantiveram em suas propostas educacionais, nas décadas de 70 e 80, a aplicação de conceitos fundamentais das ciências chamadas exatas, especialmente nos cursos voltados à área industrial. Por outro lado, malgrado a inconsistência que sempre marcou as políticas de formação profissional no Brasil, essas instituições, ao lado das escolas do Sistema S, foram as que receberam maiores recursos humanos e equipamentos.
Essa situação levou às escolas federais ao reconhecimento da sociedade e do sistema produtivo. Essas escolas passam a ser procuradas, tanto pelo fato de garantirem, por meio de uma educação gratuita, chances de ingresso nos cursos superiores das melhores escolas, como a possibilidade de obtenção de um diploma de nível médio, reconhecido profissionalmente.


Lei de Diretrizes e base da Educação Nacional (1996)
Porém, com a aprovação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em dezembro de 1996, o governo retira o Projeto de Lei e institui a desvinculação proposta, utilizando para isso o Decreto 2208 de 17 de abril de 1997.
O atual modelo de formação de nível técnico e seus problemas
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394/96, ao disciplinar a educação profissional, desvincula-a do Ensino Médio e abre-lhe o acesso, tanto aos alunos matriculados no ensino fundamental, médio e superior, bem como ao trabalhador em geral, jovem ou adulto. A educação profissional constitui-se numa modalidade de ensino que agrega pessoas de diferentes níveis de escolarização.
O Decreto Federal nº. 2208/97, de 17 de abril de 1997, ao regulamentar o § 2º do artigo 36 e os artigos 39 a 42 da LDB, estabelece, entre outros aspectos, que a Educação Profissional compreenderá três níveis de ensino. O nível básico, destinado à qualificação e reprofissionalização de trabalhadores, independente de escolaridade prévia; o nível técnico: destinado a proporcionar habilitação profissional a alunos matriculados ou egressos do ensino médio e o nível tecnológico: correspondente a cursos de nível superior na área tecnológica.
A partir do Decreto 2208/97, o nível técnico passou a ser organizado de forma independente do Ensino Médio, ainda que permitida a complementaridade até o limite de 25% do total da carga horária mínima desse nível de ensino.


Referências:

Análise do Uso dos Métodos, das Técnicas de Ensino E Recursos Didáticos Aplicados Nos Cursos de Qualificação Profissional: Um Estudo de Caso No CEFET-PR

Barbosa, Paulo Osmar Dias - Florianópolis 2001


http://www.cefet-ma.br/Coplan/Numeros/historico.html

http://www.cefetsp.br/edu/sinergia/5p6c.html

http://www.anped.org.br/rbe14/06-artigo5.pdf

3 Comments:

Blogger Turma said...

Adorei om trabalho da Helem, a Cátia sempre nos passa coisas interessantes,lastimo não ter conhecimento do trabalho da Helem antes da entrega do meu para as profs. Simone e Carmem...

ARITA

5:53 PM  
Blogger Sam said...

Exceptional job! The feedback provided was extremely helpful. I hope you continue the good work accomplished.
Richardson Locksmith
Locksmith Wellington
Locksmith South San Francisco
Locksmith Santa Clara CA
Locksmith Santa Clara CA
Santa Clara locksmith
Santa Clara locksmith
miami locksmith
locksmith aventura
locksmith miami beach fl
locksmith miami beach fl
locksmith miami beach fl
locksmith miami beach fl
locksmith miami beach fl
locksmith plano texas
Hialeah FL Locksmith
locksmith fort worth tx
locksmith plano texas
locksmith plano texas
Hialeah FL Locksmith
locksmith plano texas
Hialeah FL Locksmith

7:57 AM  
Blogger abercrombiefitch said...

Thank you for your article to share with us, our online store Nike Outlets, have a good product Nike Air Max shoes, interested welcome to come in and see 2011 Cheap Nike Air Max Online Store, Hot products: Mens Nike Air Presto 2009 Gray Red Training Shoes. Best Nike Shoes Where can you buy UGG Outlet Store?.

12:34 AM  

Postar um comentário

<< Home